Eleições Municipais 2020: um balanço geral

FOTO: BRUNO KELLY- REUTERS – 03/10/2018

Veja as análises dos principais veículos da mídia nacional e internacional sobre as eleições municipais brasileiras desse ano:

O enfraquecimento do discurso antissistema nas eleições de 2020/ Nexo

A política tradicional é a verdadeira ganhadora das eleições municipais brasileiras. A queda do discurso “antiestablishment” dá indícios que o radicalismo antissistema tem seu fim próximo.

O Perfil Socioeconômico do voto / Piauí

Uma análise dos resultados das eleições municipais de 2020 em termos do eleitorado dividido por renda, raça, religião e escolaridade.

Antipolítica sai de cena nas eleições com centro-direita fortalecida e prefeitos pró-ciência reeleitos no 1º turno/ El País

Políticos de centro são a maioria eleita nos municípios. Apesar de elevado índice de abstenção – cerca de 23,14% – eleitores votam de máscara e mostram relevância da pandemia para a escolha de candidatos.

Pandemia tem impacto no voto/ Estadão

Estaria a “nova política” caducada após 2 anos em cena? Vemos aqui que o eleitor de 2020 preza por escolhas mais racionais. Cenário de pandemia pode ter exercido grande influência para a escolha de líderes que fogem do discurso polarizado.

Freio na antipolítica, fracasso de Bolsonaro, atraso na apuração: entenda a eleição 2020/ Globo

Apesar de grande abstenção, eleições demonstram o freio da “antipolítica”. Eleitores prezam por votos de segurança e pautas emergentes, frente à crise sanitária da Covid-19.

Bolsonaro se sai mal como cabo eleitoral e diz que não participou muito das eleições/ Correio Braziliense

Eleições mostram políticas de continuidade. Candidatos apoiados pelo presidente derretem nas urnas. Bolsonaro justifica pouca participação nas eleições.

Aliados de Bolsonaro admitem derrotas como ‘termômetro’ para 2022/ Globo

Eleições de 2020 ainda são um termômetro prematuro para disputa prevista em 2022. Contudo, a derrota maciça de Bolsonaro é inegável. Analistas estimam provável mudança de estratégia para tentativa de reeleição.

As derrotas, as vitórias e as possibilidades que saem das urnas/ Nexo

Eleitorado brasileiro dá recado e não embarca em debate polarizado nas eleições de 2020. Política de continuidade com ascensão de centro prevalece e Jair Bolsonaro se mostra como grande derrotado nas urnas.

Não-voto é o grande vencedor dessas eleições municipais, analisa Xico Graziano/ Poder 360

Abstenção nas eleições é alarmante. Desinteresse pela política cresce e democracia se mostra desestruturada.

Urnas indicam que frente anti-bolsonaro deve passar pelo centrão/ Uol

O resultado das urnas comprovou que o estilo do bolsonarismo não foi a tônica dessas eleições. No entanto, vemos um crescimento dos partidos do tradicional “centrão”. Contudo, apesar de saírem com alta organicidade, vemos que ainda falta uma liderança nacional.

Dificuldade para Bolsonaro após resultados ruins nas eleições locais no Brasil/ The Guardian

Os candidatos alavancados pelo presidente brasileiro sofrem duras derrotas nas eleições. Por outro lado, em oposição ao extremismo, ressurgem os tradicionais partidos políticos.

A maré não está nada boa para Bolsonaro/ DW

Após a derrota de seu modelo político nas eleições dos Estados Unidos, Trump, o presidente Bolsonaro enfrenta rejeição nas eleições municipais brasileiras. Os candidatos apoiados pelo presidente afundam nas urnas. Resta saber se 2022 será capaz de construir uma frente ampla contra o extremismo.

Jair Bolsonaro enfrenta desafio do centro após eleições locais/ Financial Times

Com eleitores preferindo votos de centro, Bolsonaro agora enfrenta desafio da “velha política”.

Bolsonaro sofre nas eleições locais com eleitores votando ao centro/ The Irish Times

Após segundo turno, evidência de que os grandes vencedores das eleições são políticos de centro-direita se confirma. Mesmo com deficiências, esquerda se mostra mais viável do que extrema-direita.

A difícil busca por um “Biden brasileiro”/ Americas Quaterly

Apesar das eleições municipais demonstrarem uma retórica anti-bolsonaro, vamos ainda uma dificuldade na construção de uma coalizão ampla, pró-democracia. O professor de Relações Internacionais Oliver Stuenkel elenca os motivos para isso.

Autor: publicoemdebate

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