Destaques da semana (11.12.20)

Fique por dentro das notícias da semana:

Nessa edição do clipping semanal, damos ênfase aos principais acontecimentos políticos do Brasil e do mundo: a decisão do STF em vetar a reeleição dos atuais presidentes da Câmara e do Senado; a reação do Governo Federal com o plano de vacinação anunciado pelo governador de São Paulo; a agenda de vacinação nos estados brasileiros e na américa latina em geral; o aumento da inflação; um estudo sobre as queimadas brasileiras em perspectiva comparada; a demissão da coordenadora de saúde mental do Ministério da Saúde e do Ministro do Turismo; o corte de impostos na importação de armas no Brasil e os avanços na liberalização do aborto na Argentina.

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O que a decisão sobre a reeleição no Congresso revela sobre o Supremo/ Nexo (07.12)

“O Supremo está deixando algo evidente e que é preciso ficar atento: em certa medida, ele está deixando de se portar como uma instituição e atuando como um grupo de pessoas, que jogam politicamente, em muitos casos, de acordo com o seu interesse imediato. Não há uma atuação como Corte, como colegiado, mas uma soma de indivíduos.”

Acossado pela vacina (opinião) / Estadão (09.12)

“O presidente negacionista está sentindo agora o resultado de seu negacionismo desde o início da pandemia: Bolsonaro é hoje um líder acossado pelos cidadãos, ávidos pela vacina, e pelos políticos, que também sentem a cobrança da população de seus Estados. E ela vai crescer e ganhar as ruas.”

Saiba como cada estado do Brasil se prepara para a vacinação contra Covid-19/ Globo (09.12)

“Em pronunciamento no Palácio do Planalto após uma reunião com governadores na última terça-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que compete ao governo federal a definição de um plano de imunização e que ‘não podemos dividir o Brasil’. Foi uma indireta para o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que anunciou o início da vacinação em seu estado para 25 de janeiro com o imunizante CoronaVac — ainda não aprovado pela Anvisa. No meio deste cabo de guerra, cada estado busca uma estratégia no que o goiano Ronaldo Caiado (DEM) batizou de ‘corrida maluca’ pela vacina.”

Coronavírus – Da compra antecipada à falta de infraestrutura: como estão os planos de vacinação na América Latina (espanhol) / La Nacíon (09.12)

“Na América Latina, cada vez mais países estão embarcando em compras bilaterais. Os maiores e mais ricos da região também entendem que a Covax irá beneficiar principalmente aqueles com o nível mais baixo de recursos. Por essa razão, e porque a pressão política atua em comparação (cada governo talvez sinta que sua gestão durante a pandemia agora será medida em doses disponíveis per capita), o mercado está se acelerando.”

Pressão sobre preços é a maior desde o fim da hiperinflação no Plano Real/ Folha (06.12)

“De acordo com levantamento feito pelo economista Andre Braz, do Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o preço das matérias-primas brutas, como soja, milho, carnes e minério de ferro, acumula alta de 68% nos 12 meses encerrados em outubro, aumento inédito desde o fim do período de hiperinflação. Entre os motivos dessa alta estão a desvalorização cambial e o aumento do preço desses itens em dólar, no mercado externo. Pesam ainda o desabastecimento de alguns produtos por causa do aumento das exportações e do rápido aquecimento da demanda, após a paralisação de diversas cadeias produtivas por causa da pandemia.”

Queimadas que se repetem/ Piauí (07.12)

“De 2000 a 2019, cerca de 1,5 milhão de quilômetros quadrados foram queimados pelo menos uma vez no Brasil – área que corresponde a dois Chiles. Só em territórios de vegetação nativa, a área queimada nesse período é quatro vezes a do Reino Unido. Em áreas de floresta, onde o fogo não é um fenômeno natural, foram dois Uruguais. Nestas regiões florestais, as queimadas estão relacionadas, principalmente, à ação humana – seja para desmatamento ou manejo agrícola”.

Coordenadora de saúde mental do Ministério da Saúde pede demissão/ Folha (09.12)

Maria Dilma Alves é coordenadora da área desde fevereiro de 2019. Foi nomeada pelo então ministro Luiz Henrique Mandetta, que deixou o governo neste ano em meio ao agravamento da pandemia do novo coronavírus e a um conflito direto com o presidente Jair Bolsonaro. Desde então, um segundo ministro já foi demitido, Nelson Teich, e um general da ativa do Exército, Eduardo Pazuello, foi colocado à frente do Ministério da Saúde. O pedido de demissão da coordenadora ocorre em meio a uma ofensiva do governo Bolsonaro para revogar uma série de portarias que estruturam a política de saúde mental no país e que vigoram desde a década de 90. “

Bolsonaro anuncia que governo zerou imposto de importação de revólveres e pistolas/ O Globo (09.12)

A medida entra em vigor em 1º de janeiro do ano que vem. A resolução é assinada pelo presidente do Comitê-Executivo de Gestão Substituto e secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys. A flexibilização da posse e porte de armas é uma das principais bandeiras de Bolsonaro. Em reunião ministerial do dia 22 de abril, que teve sua gravação divulgada, o presidente disse que queria ‘todo mundo armado’. O presidente também citou o “armamento” como uma das bandeiras imprescindíveis para os integrantes do seu governo.

Bolsonaro exonera Marcelo Álvaro Antônio do Ministério do Turismo e nomeia Gilson Machado/ G1 (10.12)

“O presidente Jair Bolsonaro nomeou Gilson Machado o novo ministro do Turismo. A nomeação foi publicada na madrugada desta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU). A mesma edição traz a demissão do cargo, a pedido, segundo a publicação, de Marcelo Álvaro Antônio. A mudança ocorre após o agora ex-ministro, Álvaro Antônio, acusar o ministro da Secretaria do Governo, Luiz Eduardo Ramos, de pedir ao presidente Jair Bolsonaro para entregar o cargo do Turismo ao Centrão, bloco de poio ao governo na Câmara.”

Argentina caminha em direção ao aborto legal em meio a pressão pelos direitos das mulheres/ The New York Times (11.12)

A aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados da Argentina por 131 a 117 votos, após mais de 20 horas de debate, foi uma vitória legislativa para Fernández, que dedicou recursos e capital político para melhorar as condições das mulheres, gays e transgêneros, mesmo enquanto a Argentina luta com a maior crise financeira em uma geração. O projeto ainda precisaria passar pelo Senado para legalizar oficialmente o aborto no país.

Autor: publicoemdebate

Esse conteúdo não representa, necessariamente, a opinião da Fundação Podemos.